JOIC - Exposição e Apresentação Oral
Entre objetos, memórias e descobertas, os bolsistas do PIBIC Ensino Médio apresentaram na XXII Jornada de Iniciação Científica (JOIC) parte do percurso construído ao longo da pesquisa “Tempo de ser Jovem”.

FOTO: Acervo MULTIHLAB
Nos dias 1º e 2 de setembro, os estudantes participaram da programação da JOIC, realizada na Sala Calouste Gulbenkian, no Campus Gilberto Freyre da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Para os bolsistas, o evento foi mais do que um momento de apresentação dos resultados: foi uma oportunidade de olhar para o caminho percorrido durante a pesquisa e compartilhar com outras pessoas aquilo que aprenderam nesse processo.
A participação começou com uma exposição diferente. Em vez de apresentar apenas dados e resultados, os bolsistas foram convidados a escolher objetos que tivessem relação com suas histórias. Livros, desenhos, fotos e outros objetos pessoais passaram a fazer parte da exposição como pequenas pistas sobre suas experiências no Ensino Médio e no PIBIC.
Cada escolha carregava uma história. Os objetos permitiram que os estudantes falassem sobre lembranças, interesses, mudanças e situações que fazem parte de suas juventudes. Ao reunir diferentes objetos em um mesmo espaço, a exposição também mostrou que não existe uma única maneira de viver a juventude ou de experimentar o cotidiano escolar.
A atividade dialogou diretamente com a proposta da pesquisa “Tempo de ser Jovem”, que investiga as vivências, o cotidiano e as percepções sobre o tempo entre jovens que vivenciam o ensino integral. Ao transformar experiências pessoais em elementos da exposição, os próprios bolsistas puderam perceber como suas histórias também ajudam a construir as questões que orientam a pesquisa.
Foi o que aconteceu com Kevin Christian Teixeira. Ao escolher elementos que representassem seu percurso até a chegada ao Ensino Médio, o estudante retomou também uma expectativa que tinha antes de começar a vivenciar o ensino integral: a ideia de que a rotina seria cansativa e não deixaria espaço para “ser jovem”. A experiência vivida ao longo do Ensino Médio fez com que essa percepção fosse repensada.
No dia seguinte, os objetos deram lugar às palavras, aos dados e às reflexões construídas durante a pesquisa. Os bolsistas realizaram a apresentação oral da pesquisa, compartilhando com o público as etapas do trabalho, as descobertas realizadas e as questões que surgiram ao longo do caminho.

FOTO: Acervo MULTIHLAB
Falar sobre a própria pesquisa diante de um público também fez parte do aprendizado. Depois de meses de encontros, discussões, entrevistas, análises e construção coletiva, os estudantes tiveram a oportunidade de apresentar aquilo que produziram e perceber a pesquisa como algo que também pode partir de perguntas próximas de suas próprias vidas.
Assim, a presença do PIBIC Ensino Médio na XXII JOIC foi construída em dois movimentos: mostrar quem são os jovens por meio de seus objetos e mostrar o que descobriram por meio da pesquisa. Entre memórias pessoais e produção científica, os bolsistas compartilharam diferentes maneiras de pensar o tempo, a escola e a experiência de ser jovem.
A JOIC marcou, portanto, mais uma etapa de um percurso no qual os estudantes deixam de ocupar apenas o lugar de quem aprende sobre ciência e passam a experimentar, na prática, o lugar de quem pergunta, investiga, interpreta e produz conhecimento.







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