Bolsistas refletem sobre o processo de pesquisa
Neste post, os bolsistas Gabriel Tenório e Kevin Texeira falam sobre a experiência em realizar uma pesquisa científica e se surpreenderem com seus achados. Seus depoimentos retratam as inquietações iniciais que geraram nosso tema e pergunta de pesquisa, a experiência do processo de investigação e a construção de novos saberes a partir da análise dos dados. É lindo ver o despertar da vocação científica!

Por Gabriel Tenório
“No início, nós bolsistas trouxemos como inquietação como os jovens estudantes de escola de tempo integral usam seu tempo, trazendo diferentes visões sobre o atual modelo de ensino e como os jovens percebem o uso do tempo tanto na escola quanto fora dela. Achávamos que não tínhamos tempo para nada, nem para “sermos jovens”. A visão que tínhamos era de que os alunos teriam uma ideia semelhante à nossa. Entendíamos a juventude como viver os momentos de lazer, passear com os amigos, praticar exercícios físicos. Mas, conforme avançamos na realização da pesquisa, mudamos de uma visão um tanto negativa e radical contra o ensino em tempo integral para uma percepção mais parecida com os demais estudantes da nossa escola. Eles vêem o ensino em tempo integral como algo cansativo mas necessário, e até benéfico para sua formação educacional. Aprendemos que a escola tem um papel fundamental na socialização secundária, cumprindo também a função de propiciar um espaço de convivência social que contribua para a construção da identidade do jovem. Com isso, entendemos que a nossa realidade e vivência não necessariamente é algo que todos os alunos sentem ou vivem igual. Vimos que ser jovem não é apenas ter e aproveitar o tempo livre, mas também está relacionado ao tempo de estudar e cumprir responsabilidades, fazer escolhas e construir amizades, vivendo cada momento”.

Por Kevin Texeira
Com a nossa pesquisa, tivemos o objetivo de entender melhor como os jovens que estudam e convivem no mesmo âmbito social que nós pensam em relação ao tempo que eles tem e a forma que eles o usam. No início da nossa pesquisa, já pensávamos como ela poderia ser e deduzíamos possíveis respostas que na nossa mente eram óbvias e muito esperadas, como acreditar que o ensino em tempo integral não era a melhor alternativa ou achar que tínhamos pouco tempo para fazer o que queríamos. Entretanto, ao decorrer da pesquisa e da nossa análise qualitativa e quantitativa, chegamos a conclusão de que muitas respostas foram diferentes do que imaginávamos, o que nos surpreendeu bastante. Descobrimos que muitos alunos gostam do tempo integral, e que preferem continuar nele do que ir para um tempo semi integral ou parcial. Também descobrimos que uma parcela dos alunos acreditam sim ter tempo para fazer o que gostam, sem desejar ter mais tempo fora da escola. Contudo, concluímos que os alunos divergem em muitas opiniões, o que mostra que nem todos pensam igual como nós acreditávamos.







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